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Sala i Martín desmorona uma após outra todas as ameaças contra a independência de Catalunha PDF abrir em uma nova janela Imprimir E-mail
Escrito por Esteve Jaulent   
Seg, 17 de Março de 2014 11:54

Numa conferência no Orfeó Català, em Barcelona, no passado dia      o professor Titular de Economia na Universidade de Columbia, Sala i Martín, PhD, Harvard University,   destruiu a postura da mídia espanhola contra a independência da Catalunha.

 

 

"Não há nenhuma garantia de que nós sejamos melhores que os outros ou de que o faremosmelhor, mas temos a chance de testá-lo, e isso é o mais importante", disse Sala i Martín.

 

 

Como um bom professor de economia, a conferência começouapresentando um quadro esquemático sobre dois pontos, "Custos e benefícios de permanecerem Espanha" e "Custos e benefícios de sair". "Entre estes custos e benefícios seria preciso examinartambém os sentimentos, os vínculos que cada pessoa tem, etc., massobre isto não posso dizer nada, vou falar só sobre economia e sobre todas as mentiras que se espalham na mídia espanhola.

E a partir daqui a conferência tornou-se uma ladainha de bem documentados e fortes argumentos contra aqueles que dizem que, se a independência se tornasse realidade terminariam os benefícios da previdência social, as pensõesque não iríamos exportar, pois omercado para nós terminaria;que sofreríamos um boicote; que as multinacionais iriam embora; que adívida espanhola nos destruiria; queteríamos de sair do euro; que a Espanha nos vetaria; que ficaríamosboiando pelo espaço sideral durante século... Que ficaríamos fora de Europa; que não está na moda aceitar novos Estados na UE... No fim, uma conclusão clara: "Ao votar,não pensem na economia, porque tudo vai ficar bem, ou até melhor do que agora, votem com o coração

 

Aqui está um resumo modesto e breve de todas as ameaças desmontadas.  

 

1. Não haverá dinheiro para pagar as pensões

 

«As Pensões não só não estãoameaçadas, mas vão subir 10%.Como? Muito simples, as pensõeshoje são pagas pelos impostos dosjovens que trabalham. Acontece quehoje em Catalunha é maior aproporção de jovens que a depensionistas que no resto de toda a Espanha.

 

Além disso, os trabalhadores da Catalunha têm salários mais elevados e, portanto, com os mesmos impostos teremos mais dinheiro para gastar em pensõesExatamente, 10%.

 

Pouco antes, Sala i Martin já tinha explicado que a cada ano Catalunhaperde 16,500 milhões de euros em favor da Espanha, que é um dinheiroque não retorna mais, de acordo com os saldos orçamentais famosos das autonomias. Sala i Martín explicou-o responsavelmente comdetalhe. Lembrou também que o total de cortes sofridos pelo governo catalão nos últimos anos, totalizou4.000 milhões de euros. "Ou seja, um quarto do que não retorna todos os anos!"

 

2. Criar novos Estados vai contra a tendência atual num mundo globalizado

 

Com ajuda de um gráfico, explicouque desde 1800, cerca de 180 novos estados foram criados no mundo, 22 dos quais, curiosamente seindependizaram da Espanha. "Sefazer parte da Espanha fosse tão benéfico, haveria fila para voltar. Curiosamente, ??nenhum destes 22Estados, até o momento,  o pediu. ' De um ponto de vista econômico, há uma razão, "Os benefícios econômicos de estar juntos em um mundo globalizado desaparecem porque o mercado está fora da rede e torna-se global. Portanto, há maisEstados, porque não há nenhuma razão de mercado para irmos juntos, se nós somos diferentes. "

 

3. Deixaremos a UE

 

"Note-se que nenhum líder europeuaté o momento disse claramente queRajoy estava certo. "Barroso!", gritou alguém da plateia. Imediatamente, o professor passou apróxima transparência, uma imagem gigante de José Barroso, presidente da Comissão Europeia no Parlamento Europeu, adiando a explicação dado tema pendente. E, em seguidalembrou que na próxima semanatermina o mandato de Durão Barroso como Presidente da Comissão Europeia. Recordou o famoso jantarque ambos compartilharam em Davos.

 

'Perguntei Barroso, que estava sentado ao meu lado, como explicaria ao mundo que a UE aceite a Eslovênia, que se tornou independente por uma declaração unilateral de independência, e aCroácia, que se tornou independente depois de uma guerra sangrento, erejeitasse Catalunha, que quer ser independente através das urnas,mediante os votos pacíficos doscidadãos catalães, que também sãocidadãos da União Europeia.

 

Ou seja, que os membros da UEaceitem as fronteiras desenhadaspelo sangue e não aceitem asfronteira desenhadas pelos votos? Bem, se for assim, eu é que não quero fazer parte dessa UE. ' Aplausos.

 

Em seguida, disse que de fatopara aceitar novos membros, a UE deveter a unanimidade de todos os Estados membros e que a Espanha iria nos vetar. Mas, em seguida, especificou que para fazer parte do Livre Comércio Europeu", que é o que mais nos interessa," não é necessária a unanimidade dosEstados Membros, mas só a maioria, e, neste caso, teríamos o mesmo estatuto de países como a Suíça e Noruega.

 

Além disso, os mapas que mostram as infraestruturas de comunicação em Espanha e França mostraram queo Estado espanhol seria o primeirointeressado em querer atravessarnossas fronteiras sem pagar direitosà Catalunha, porque seus produtosteriam que passar quase que forçosamente por Catalunha para chegar à Europa.

 

Em relação à livre circulação de pessoas e mercadorias na Europa, disse que, neste caso, sim se exige aunanimidade dos Estados. Mas, então, ele perguntou: "AConstituição espanhola - aquilo que Deus escreveu na pedra - diz vocêo pode negar o passaporteespanhol ao espanhol que viva na Catalunha. Então, como eles fariamisso? Ir de casa em casa para tirar-lhes passaporte espanhol? Basta este Passaporte para viajar pelaEuropa.

 

E, finalmente, diante uma imagem de fábrica da BASF em Tarragona, explicou que, no caso improvável de que a UE decidisse deixar fora setemilhões de pessoas, os catalães, isso só causaria um pequeno problema,mas não seria tão pequeno se tivessem de explicar àsmultinacionais alemãs, que jádeixaram de pertencer à União Europeia. "Como você diria à Merkelque é preciso pagar milhões em taxas e impostos para fabricar na Catalunha? O poder econômico, que é o que realmente importa, não vai permitir isso. Olhe para os esforços feitos para salvar países como Chipre e Grécia!

 

E, advertindo que já era ficção científica o que iria falar, fez uma hipótese: "Se isso realmente acontecesse e Catalunha já nãoformasse parte da União Europeia ou do livre comércio da UE, o que aconteceria? que teríamos nossas fronteiras controladas pela nossa polícia supervisionando a passagem de mercadorias, especialmente asespanholas. E lhes diríamos: "Oh,dizem que estamos fora, na  ViaLáctea? Então, tenham paciência e paguem?" Ninguém, muito menos a Espanha pode dar-se ao luxo de nos enviar fora, na Via Láctea.

 

4. Assumimos parte da dívida espanhola

 

A resposta também é clara: A dívida espanhola é nominal e o papel assim diz: "Reino de España". Portanto, a dívida é deles e também se somosindependentes, eles vão perder 20% do PIB, que é o que representa o PIB de Catalunha sobre o de Espanha.Assim, não o poderão pagar e os bancos espanhóis entrarão emcolapso. E se nós obrigam a assumir uma parte? "Então nos lembraremos, mais uma vez da Via Láctea." Para Sala i e Martin, este é um dos cartões de negociação. Catalunha, de fato, poderá assumiruma parte da dívida, mas, em seguida, considerando-se que adívida é em nome de Espanha, vai negociar outras coisas, como a adesão à União Europeia ou o veto que a Espanha prepara a aplicar contra Catalunha.

 

5. Catalunha vai deixar o euro

 

"Ninguém pode nos fazer sair do euro. Por lei. Além disso, um exemplo: Equador usa dólares americanos e não teve que pedir permissão. É praticamente impossível para o novo Estado catalão não poder usar o euro. Além disso, podemos sempre usar todo o dinheiro de um estado que não faz parte da União Europeia. Qual? 'Bem, por exemplo, a moeda deAndorra, que é o euro. "

 

6. Independência gera incerteza

 

'Nisto temos que concordar, não sei o que vai acontecer ", diz Sala iMartín. Mas ele acrescenta: "Por outro lado, qual é a certeza que dácontinuar a fazer parte da Espanha? E, em seguida, em cinco minutos e num ritmo acelerado, mostrou uma série de slides com fotos do rei Juan Carlos caçando elefante, Fernando Diaz, BootyBankiaRajoyWert,Aznar ... 'Nenhum país civilizado têminstituições tão desacreditadas. Ficarna Espanha é isto.  Incertezatambém, não é? E, este ponto foi útil para lembrar uma das principais mensagens da conferência: "Nós não sabemos se somos melhores, não há nenhuma garantia, mas agora temos a oportunidade de fazer tudo de novo a partir do zero e, além disso, sem um governo em contra para combater. Porque, lembrou: "Como vamos mudar a educação, as infraestruturas ou a justiça sendo parte de Espanha? É impossível! Talvez os catalães sejamincompetentes, mas pelo menosagora podemos tentar a independência. "

 

 

O principal inimigo da independência somos nós mesmos "

 

Finalmente, Sala i Martin lamentou que muitas vezes os políticos, nãotêm mesmo espírito de unidade que existe na rua. Espanha espera que briguemos entre nós, algo que pode acontecer ", disse ele. Eu fiz um apelo à unidade: "Se as pessoas mantêm este espírito, os políticos não terão outra escolha a não ser nos seguir, porque se nós brigamos, eles ganharão.

 
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